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Ele era curioso e atrevido. Sonhava que seria igual, igualzinho, a Francescoli, Maradona ou Ronaldinho, pois com a bola nos pés era o máximo. Ninguém, ninguém mesmo, podia com ele, ninguém o parava. Sonhava. Sonhava de olhos bem abertos. Era curioso e atrevido. Queria jogar no Penharol, no Real Madrid, no Barcelona, na Seleção Nacional. Sonhava. Porém, a curiosidade e o atrevimento o levaram a naquele dia chuvoso de outono, com o cabo da vassoura, empurrar aquele fio para o outro lado do muro. Morreu eletrocutado e ninguém, mas ninguém mesmo viu o pequeno craque converter o gol salvador, mágico e fantástico.
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